_POR FIM

\mas não de finalidade ou finalização

talvez seja isso mesmo…

agora que amanheceu

_na verdade faz um tempo, mas ao acordar é essencial olhar pro mundo um pouco. se acostumar com a luz e o calor_

resta colher, regar.

ver a vida num geral.

mergulhar na lagoa parada que agora o Sol esquenta.

o frio e o silêncio da noite ainda me agrada, mas não tem como evitar o nascer; assim como aceitei as mortes tão bem.

conhecer a morte e conhecer a vida são processos parecidos.

_DA MORTE

o que conhecemos é interrompido

_DA VIDA

o desconhecido nos interrompe

faz sentido se considerarmos /não tenho como verdade nenhuma outra maneira/ que é processo cíclico.

Um Acaba No Contrário Do Começo

sE encontraM nO limbO dO nadA

de repente acaba

o espaço

a transição

a troca

a chegada

a partida

o nada

a mistura

a soma

de repente aparece

falta tato naqueles que acham que a vida ou a morte são instantâneos | falta tato naqueles que acham que a vida e a morte são instantâneos.

/na verdade parece mesmo quando visto de fora

_num cenário não-tão-distante e nada utópico_

q u e i m o

tudo que me pertence, já que te incomoda tanto a existência de pistas de vida de onde passo.
sobem labaredas de mil metros, mas isso não reflete necessariamente quantidade de coisas queimando, mas sim da raiva e ódio e necessidade urgente de movimento.

triplo fogo, já te disse? ou você é tão cético que não entende o que isso significa?

/mas claro, do mesmo jeito que acende, apaga. rápido.

uma vez escrevi :

‘QUERO IR EMBORA’

e desde então é pra isso que tenho trabalhado tanto. processo lento. estressante.

chato.

que inclusive me lembra um outro processo do qual pareço não conseguir me livrar.

tem situações que ficam nos corroendo mesmo depois de serem solucionadas.

‘e por que, luisa?’ vox 1

por que o outrO não entende. o outrO é muito cego. o outrO está mal consigo mesmo e não percebe o quanto está colocando sua falsa-razão acima de qualquer outra coisa.

‘não soubemos separar’ vox 2

N Ã O M E I N C L U A N O S S E U S P R O C E S S O S C O N F U S O S

se me separo em tantAs, por que não saberia separar as diferentes relações que existem dentro de uma?

 

te matei recentemente. tive que te matar. afogado, inclusive. no seu habitat natural.

água doce, salgada, tanto faz. o seu único problema é que você nada contra a correnteza que você mesmo direcionou.

D E S E S P E R A D O

mas dessa vez o desespero da forma perjorativa. sinônimo de histeria. diferente do desespero que comentei que estive esses meses.

_Os Diversos Términos Que Vivi
foram términos longos

_

 

A Nenhuma Vontade De Ter Responsabilidade Emocional Pelo O Que A Minha Existência Ou Ações Podem Provocar Nos Sentimentos Dos Outros

 

| no meio de uma intimidade recente pergunto : tá me idealizando, bem? |
e apesar do silêncio entendo que sim.

!não me responsabilizo pelo o que você criar!

mas entendo que minhas ações e/ou palavras podem te confundir.
equilibridado não é sinônimo de igual.

é o movimento. e tem horas que não faz sentido queimar

/sol

lembro do toque, qualquer um deles, e meu corpo arde.
é aí que tenho vontade de me declarar pelos 7 cantos e seria completamente sincero.
assim como seria sincera a apatia minutos depois de tal demonstração de amor.

EXPOSTA :
ora fogo
ora nada

mas sempre sincera.

o problema é que os momentos de nada podem ser mal interpretados.

| num tom meio desesperado |

te suplico : não me imagine

não nos nada. nós nada.

d e t a n t o i d e a l i z a r q u e m e c o m o p e r m i t i r i a e s t a r d o m e u l a d o a c a b a q u e n i n g u é m p a r e c e s e r o s u f i c i e n t e

por que ninguém é

entenda :
se_você_sente_algo_que_não_existe_,_quando_se_concretiza/mesmoquenãointeiraouintensamente_fica_vazio_

Quando Já Foi Vivido _mesmo que no plano de lÁ_ Não Acredito Existir A Possibilidade De Um Novo Diferente

eu não vou te amar…
por ser real demais, humano demais, sem graça demais /apesar de arrancar todo tipo de reações de mim

‘medo do outro se apegar ou você mesma?’

tenho todo o amor do mundo guardado,
mas não mostro.

_da chama II

/que não domino, mas Somos eU

existe conhecimento ancestral comum
À todAs nós
a qual falamos. a qual sentimos. que nos arrancam.

toda sua ausência é registrada,
processada em cada célula
minhas pernas correm enquanto escrevo
////literalmente\\\\
e uma parte de mim sabe que não tem pra onde fugir e a outra insiste em tentar.

_conversei com a chama ontem e não me considero domadora_

________________a outrA__________________
_________que já citei anteriormente_________

me foi citada com mesmo nome e mesma aparência por alguém que nunca ouvi falar.

o resgate foi feito e não quebrará.
fui arrancada de mim por Tal Mago Fracassado

{
inclusive se te disser que vi o rosto do abuso se deformar a ponto de virar a imagem mais horrenda que ja vi, você acredita?

o grito dA mulher despertA AssustA

mAs somente os fracassados.

INTRODUÇÃO

faz um tempo que a minha relação com o espaço-tempo, principalmente o tempo, vem mudando.

bem gradual, cada hora percebo um novo detalhe dessa nova relação.

isso é resultado de uma série de fatores, dentre eles : drogas, maturidade, experiências, imaginação, desejos, insônia e descanso, a calma e a ansiedade. mas também é resultado da subtração de alguns desses e mais outros, a exponencialidade, etc. impossível pontuar mesmo que em mil pontinhos os motivos.

 

é uma sensação quase insuportável, pois me sinto num espaço onde a vida é eterna demais e acabo caindo numa profunda reflexão do “porque, então?”

o porque me acompanha há alguns meses. não encontro motivos para ___________ /adicione aqui qualquer coisa/

apesar de querer muito fazer tudo o que ando fazendo _ou que no momento espero acontecer para poder trabalhar_ eu sinto que não queria estar fazendo nada.

quando em bando então, a sensação piora. quando saio de casa, saio do meu quarto, do meu intimo eu percebo mais ainda essa diferença do meu tempo e do tempo do mundo.

não estamos na mesma velocidade definitivamente.

faz meses que me sinto numa noite fria. o sol não me agrada, apesar de sempre ter me agradado tanto. de ser o planeta-domicílio do meu signo solar.

entenda : em nenhum momento estou triste, deprimida, sem vontade de viver. a sensação de que eu não deveria estar fazendo nada, na verdade, seria como se fosse uma espécie de quarentena _que já dura 40+40 dias_. um processo de cura, de auto-perdão, de transmutação, transformação, preparação para Só-elA-Sabe-O-Que que está preparando pra mim.

inclusive, mesmo na época que não conseguia me mexer ou sair, que passava o dia chorando e tossindo, tossindo e chorando, escrevendo e me isolando eu não podia estar mais feliz e satisfeita.

poxa, finalmente parece que eu me permiti parar. em Outras Fases de Mim eu teria me irritado com a doença, com a pausa, com o parar. Mas dessa vez foi diferente : eu aprendi que tudo passa, a dor passa, a tristeza passa, a alegria também então me apeguei nessa ideia e controlei a respiração pra não me afobar nem me sufocar.

e os 5 meses e meios mais difíceis que vivi até hoje tanto em questão emocional e física _foi tudo ao mesmo tempo_ passaram tranquilamente.

 

_

 

recentemente fui à um lago. a água mais parada que já vi. algumas luzes ao redor, mas não muito fortes. algumas bolhas na água fruto da respiração das vidas que estavam ali, mas que são invisíveis. quando sentei e senti a brisa que trazia o cheiro de mata para meu corpo eu percebi :

 

é em algum lugar parecido deste que a outrA está.

e o que ela está fazendo? o que demora tanto para ser preparado?

quando eu penso nela automaticamente me vem a imagem da natureza, aquele mesmo cheiro, aquela mesma paz. aquele tempo. o tempo da terra que é tão eterno que não conseguimos nem imaginar. quem dirá sentir, mas uma amostra tem corrido pelo meu corpo.

o_frio_tem_cheiro_de_nostalgia

 

repare que essa noite fria que disse que sinto que estou não é nada ruim. não estou presa nela, estou por opção. eu continuo fazendo minhas coisas, estudando, vendo gente, seja la o que eu estou fazendo…

_muitas vezes acho que não estou fazendo nada e quando paro pra pensar, até agora que me sinto adormecida, estou fazendo a mesma quantidade de coisas que eu fazia uns tempos atrás quando fazia muita coisa_

mas nada parece ser muito eficaz ou quem sabe real.

 

eu ando tentando por em palavras esse vazio que é preenchido, essa sensação de não-pertencimento, mas é muito difícil. tenho medo de cair naquele clichezão de escritores que tentam pôr em palavras questões diversas da vida e acabam dando voltas e voltas, sendo que esse sentimento é muito pontual.

 

passei a acreditar de pés juntos _na verdade desde sempre_ que não é possível que só exista uma realidade. começando pelo simples fato de que Cada Ser Humano Sente De Uma Forma Diferente. isso já abre o leque em infinitas possibilidades do sentir, por exemplo : fome. amor, dor são muito comuns, mas cabem nisso também.

as vezes acho que eu saí um pouco da vibração e das ondas do mundo num todo. eu me olho no espelho e me reconheço. reconheço meu rosto, meu corpo. não me reconheço muito nas minhas roupas quando paro pra pensar como que alguém de fora está me olhando _e principalmente quais são os pré-julgamentos que diferentes pessoas têm de mim. oras, uma jovem branca vestida inteira de preto cheia de tatuagens inclusive na cara… uma alterninha estudante de artes ou comunicação que deve acreditar em amor livre, ser vegana e falar palavras difíceis enquanto toma vinho numa quarta-feira a noite_

 

e nada disso é mentira, inclusive tudo é bem verdade. ou quase.

 

até porque um lado de mim é isso. é o meu lado social e não dá pra negar ou esconder. nem quero, longe disso.

mas não reflete muito bem tudo o que passa dentro de mim. por isso que eu uso a lente branca ou pinto meu corpo. acredito que desse jeito eu me aproxime mais de Mim. mas não dá pra ser Eu sempre _ou ser a outrA, no fim é a mesma coisa_. é cansativo. elA _ou Eu_ precisa de um tempo para aparecer, para ir, para ficar, criar, destruir.

Principalmente Destruir.

 

ontem minha mãe me comparou à Shiva. uma amiga hà mais tempo disse que pareço Kali. Engraçado que Kali é a esposa de Shiva _inclusive bem mais poderosa que ele_ e os dois são o poder da destruição.

pode ser que depois de tais comparações eu tenha criado uma imagem Minha _ou delA_ dentro de mim que se baseou nisso, mas não acredito nessa teoria. ela sempre foi uma força destruidora.

até porque :

 

destruição

u-i/

substantivo feminino

  1. 1.
  2. ação ou efeito de pôr abaixo o que está construído; demolição.
  3. “a construção do prédio implicou a d. de todo um quarteirão”
  4. 2.
  5. ação ou efeito de tirar a vida; eliminação, exterminação, morte.
  6. “deve-se progredir, mas sem causar a d. da flora e da fauna”

 

destruição está carregado de peso pejorativo principalmente por causa do catolicismo.

uashasuhasu zuera não sei se é por isso mesmo, mas boto mó fé que é porque eles adoram o binarismo do Bom e Mau, Deus e Diabo, Destruição e Construção.

 

mas pra mim destruição é a mudança. algo que era de um jeito não é mais e não significa também que mudou por completo. as vezes só mudou um pouco e nisso já parece destruído por não ser mais a mesma coisa.

 

inclusive o segundo significado ali fala da morte.

 

você sabia que recentemente eu quebrei uma costela de tanto tossir? e quando fui ler sobre Shiva a primeira coisa que dizia é que ele é a força da destruição e podia chegar como uma doença forte que nos força a parar e retomar a nossa verdadeira missão? você sabia também que a minha tosse veio depois de diversos términos que vivi, sendo eles: uma formatura, um aborto e o término de um relacionamento saudável? Shiva é sinônimo de Saturno na língua dos astrólogos e você sabia que Saturno tá retrógrado e ficará assim por dois anos? E você sabia que Meu Saturno é em Áries, que é o signo mais acelerado do zodíaco?

Você não acha que isso explica bem o porquê de eu estar sentindo o tempo de maneira tão diferente? Meio atrasada, parada, mas andando. Saturno desacelera as coisas, força a gente a olhar pra elas, muda tudo de lugar, mas nunca de maneira bruta, rápida. É sempre lento, por que assim as coisas conseguem se firmar.

Tudo que é feito sem calma fica com bases frágeis.

Você sabia que eu tenho calma tatuado no joelho como forma de lembrete?

 

_agora sobre a outrA_

você sabia que Kali vive afastada da sociedade e aparece em duas ocasiões : festas e pra causar a destruição _ou, na minha interpretação que considero bem mais legal, pra movimentar_

Bem… literalmente nessas duas situações que eu sinto o chamado da lente. Ache O Que Quiser, mas eu sempre sei a hora e o dia exato de colocar a lente. É uma sensação única, que nem a vontade de mijar. Você só sente aquela vontade quando precisa fazer xixi. Você nunca vai sentir se não precisar. É exatamente assim minha relação com minha lente branca.

Claro, mesmo sem a lente branca essa sensação existiria. Ela vem quando eu sinto que a outrA quer dar uma passadinha aqui nesse mundo, ou pros outros verem, ou pra ela ver como que anda.

Quase como quando eu sinto que estou a observando viver no campo onde vive. parece que ela de vez em quando pensa em mim e vem pra cá me ver.

 

Muita coisa aconteceu nesse intervalo de tempo da vida que eu não tenho como explicar sem usar a astrologia, já que tudo que aconteceu ela explica.

Também não tenho como explicar sem usar referências do livro Mulheres Que Correm Com Lobos, já que tudo que ela fala toda mulher já sentiu ou vai sentir.

 

inclusive, tem um conto que é da mulher esqueleto. ela é pescada pela costela _lembra que eu disse que quebrei a minha?_ e o conto ensina sobre os ciclos da vida. a morte-vida-morte e como tudo acaba e começa novamente. no mesmo lugar ou não. nós morremos-vivemos-morremos diversas vezes durante a vida e são esses momentos de Saturno, de Shiva, de transformação, de traumas, de acontecimento, que fazem a gente morrer. É o processo de cura que faz a gente nascer e como a vida segue e as coisas continuam influenciando umas nas outras, nós morremos novamente.

 

eu gosto de morrer. sempre me conheço de novo e gosto do resultado. se não gosto, morrerei mais uma vez com certeza, então me acalmo e sigo.

 

_uma curiosidade também que me foi exposta pela minha irmà Maria Olivia Aporia : na bíblia a mulher é feita da costela do homem_

 

se a vida é basicamente nós todos tentando significar nossa existência para nós mesmos e para o próximo, nada mais natural do que tentar se encontrar em símbolos e histórias.

por alguns minutos eu pensei em apagar para sempre as comparações entre E(e)u e as divindades e o planeta citado, mas não. tudo é extensão de tudo, tudo que existe se repete de maneira diferente da original. os contos, os deuses, se foram inventados, foram para exemplificar, metaforizar coisas que acontecem na realidade.

A C O N T E C E M no presente porque não fica só no passado.

 

Até a história do patinho feio fala sobre nós humanos, porque então não posso me comparar com a energia e vitalidade de um Deus? pode ser de outra cultura, pode ser de outra época, mas não deixa de ter sido humano, com características humanas.

 

claro, pessoas e pessoas, deuses e deuses. já que os deuses são personificações de energias e vontades, obviamente não será com todos que nós vamos nos identificar, mas não acho saudável ficar se colocando somente no patamar de humano e nada mais. insignificante e pequeno. ovelha de deus.

séloco macumba do bode comigo ninguém pode tira essa insignificância de mim.

você entende agora a relação da outrA _ou de Mim_ com todos esses símbolos?

a auto-análise e o auto-conhecimento é ótimo até para melhorar nossas relações com o mundo exterior. se nos colocarmos em diversas situações imaginárias e conseguirmos reagir à elas de maneiras diferentes, seremos mais capazes de exercer a empatia. também fica mais fácil de lidar com certos sentimentos, já que v e r b a l i z a r ajuda no processo de auto-cura.

 

eu falo sozinha todos os dias. o dia inteiro se permitirem eu fico falando comigo e com os outros que habitam meu imaginário.

outros reais, no caso.

 

inclusive esses dias eu consegui quase que resolver uma angústia que me acompanha há 5 meses só falando sozinha.

imaginei a pessoa na minha frente e propus uma nova chance de nos conhecermos e isso, assim como um dramin na veia, resolveu o problema de maneira mágica e rápida.

poderia ter pensado nessa solução antes, assim pouparia tanto tempo de auto-culpa.

 

quando tudo aconteceu _que aconteceu num intervalo de uma semana_ eu achei que ia passar super de boa, mas não consegui perceber alguns detalhes logo de cara : eu estava apática. não tinha como eu sentir muita coisa sendo que foram emoções muito fortes ao mesmo tempo. o que me parece, escrevendo agora, é aquela situação em que você desmaia antes de sentir a dor.

 

mas não se engane. mesmo que você tenha desmaiado enquanto voava da moto num acidente de carro, você acorda no hospital todo dolorido.

I. O.

num giro noturno
entre um sorriso e a indiferença
me ardo
|peço desculpas pelo toque distraído,
mas já não foi de acordo comum?|
a pior sensação é revisitar tais momentos.

/acot_omoc_asnart_euq_àres/

o que dói é não saber se comportar num campo onde plantei. reprimo, mesmo que diga que o contrário é cabível.

não cabe, não mente.

se coubesse, caberíamos. não é óbvio?

O_cOmOdismO_emOciOnal_faz_presAs
e_é_na_confusãO_enganada_que_se_perde_o_que_veste

…………….me dá a morte que preciso…………
___peço à elAs enquanto me acostumo com a ideia do tempo/do não/do mais-uma-vez

a fAltA de Ar cAi como denúnciA

__

II

desembaraçoteusossoseencontromeusladosmaisfeiosenquantovocêcontinuanoescuroegeladoenroladoemsimesmocommedodeencaraoquetemporaqui

2 7 4 1 2/1 5 4

I NeeD somE timE

cansa os olhares ensaiados numa normatividade e num jogo de sedução profissional
: repare que o ‘profissional’ não é Qualidade da sedução e sim Finalidade da mesma

_andei estranhando essa tontura ao ver o metrô chegar
percebi agora há pouco que é reflexo da tontura num todo_

há 4 meses vejo a vida passar pela janela. no sentido literal
/me poupe de meias poesias
me mexo, mas todos os movimentos são vazios. todas as trocas vazias. todas as palavras vazias.
| menos quando canto |
é tudo interesse e caça à oportunidades
inclusive meus. inclusive minhas.

‘Esse desgaste me fez bem?
Não.
Mas foi assim que consegui esse reconhecimento?
Sim.’

Oras. Então seria esse reconhecimento algo tão necessário? me pergunto vestindo as calças de quem citei

Sim.

e é de imediato. porque é um sonho, uma missão, um dom, uma vontade, esquizofrenia. chame como quiser, no fim todos querem dizer que é : algomaisfortequevocêmesmo

mas_
calmA
eu preciso de um tempo e faz tempo que procuro esse tempo e não me dei tempo de ter_
tempO
mas gastei tempo demais idealizando esse tempo. gastei tempo demais mascarando esse tempo. cansei de ver o tempo passar e sentir meu tempo parar
e ao mesmo tempo correndo.

Não é confuso?

‘…. compromisso, talvez?’

deveria evitá-los. os que eu sei /e sei desde o momento que surgem/ que eu não estarei disponível.
no quesito fisico-emocional.

mas tem um que eu ando evitando e vejo meu descuido acabar cada vez mais com ele.
no caso : eU mesmA

{e a outrA}

nos bastidores /agora sim. literal e poeticamente/ tem cabelo demais no chão, dores mal tratadas, uma sobriedade alterada, um riso estampado e o nada.

A EternA SensaçãO dE NãO SentiR DiferençA eM EstaR e NãO EstaR

tanto faz

‘…e você não pode tirar esse tempo hoje?’

_dos compromissos que são adiáveis, mas uma cobrança interna, externa, eterna impede de cancelar mesmo em caso de Vida ou mortE

A_FALTA_DO_CANTO_CAI_COMO_MORTE

_das definições

o Desespero não necessariamente está acossiado à histeria _termo feminino-perjorativo_

Se difere do esperneio ou a falta de controle.
É sentinento de transição.

j á f o i m a s a i n d a r e s t a

ANTÔNITO À CALMA
DIFERENTE DE ANSIEDADE
É de conhecimento que se pode Ser e Estar mais de uma coisa. /repare : as palavras são finitas.
.não se explica com pouco.

desespero pra Mim é não saber nem as palavras nem o som delas. e só uma opção não é suficiente. me falta técnica e pratica. ando bem acompanhada de Mim, mas me falta técnica e prática.

________

_das contrapartidas

ELA É URGENTE
SENSAÇÃO
《NÃO TÁTIL》
MAS QUE O CORPO
terreno
SENTE.
SUA ENTRADA É BRUTA
FORÇA REFORMAS

às vezes pesadas e más. mas no final já tinha me sido dito que era isso que ela fazia. sua zona de conforto é nos limites _tanto físicos quanto não_ do que se julga existente, mas tem doenças _tanto físicas quanto não_ que precisam de um tratamento mais forte. invasivo mesmo, que te deixe tonto, te mate e ¡mais importante :te deixe parada. as vezes a gente precisa parar de se mexer pras coisas pararem de girar um pouco.
muita informação, né Maria Olivia?

nos apresento-nos

_das enfim sinceridades __e dos varios sentidos

e quando vi Me identifiquei pela intensidade
/admito : não ter prestado atenção em Suas palavras

e mais tarde o terreno me prendeu num pequeno tamanho carinhoso. e se não tivesse ido atrás de Te ouvir seria só

não existiria a culpa a vergonha
: esses arrependimentos de idealizações :
possiveis variações de véus

e naquele momento, cara…
não podia ter me vendado.
coisas em mim
urgentes
urravam
e eu não consegui ouvir.

mas não Te culpo, óbvio, não entenda errado. não acredito que tenha entendido dessa maneira tambem
, mas são os tempos das coisas.

esse aborto veio porque uma outra vida, da mesma urgência, precisava surgir ali e muitas vezes a vida vem da morte.
na verdade sempre, né? e vice versa.

saiba : te odiei intensamente por ser exatamente aquilo que uma vez eu quis ser e não podia por não ser OutrO
_de novo, questão minha_

e ai agora me perdoo porque percebo que _essa OutrA que sou
é cada vez mais Eu_

E eu estava ansiosa pra Me conhecer.|recehnoc em arp asoisna avaste uE E

No fim das contas, terrena….
por neste momento Ter escolhido estar aqui.

_da chama

vou dormir logo pro dia acabar mais rápido
no dia seguinte repito

o que esperava curar as dores, ao relaxar toda a musculatura toráxica e alertar meu cérebro de que : ali nada mais se contrai : liberou tudo que havia guardado nesses últimos meses.

da chama confusa que achou que gastar mais energia seria rodar o emocional e assim não ver o tempo passar e as coisas se apagaram, estava confusa _como dito anteriormente_
o tempo só cura se você olha pra ele.
se você para.

o tempo só cura se você sofre.
é verdade.
é triste, mas é verdade.

por isso esses dias a cada passo, além das dores musculares _o efeito do remédio passou_ um era sorrindo e o outro chorando, mas tinha que me manter à força na tristeza para senti-la. se não sentir ela não vai. e há muito me acostumei a não sentir.

\eu não choro/
já bradei orgulhosamente
mas que orgulho deveria carregar por não chorar?
quem não chora não sente e como não choro se eu sinto tanto?

|

parar na maca da emergência por angústia definitivamente é um checklist.

|

… que sabe amar sinceramente …
propus a liberdade de maneira errada /vistoquelivreéaquelequeamaeéamadosempreocupaçõeseouinseguranças/

chama confusa.

a parte do “um monte de gente” não faz sentido. nunca fez, sinceramente.
mas que agora eu lide com isso.
diria com minha decisão, mas não foi decidido o não-querer.

chama rude, fria, arisca. exigente.
duas situações diferentes me provaram que o que sofro agora não é grande motivo de sofrimento, visto que ambas confirmam idealizações.

mas sobre idealizações conversaremos mais tarde.