estou presa no sonho dos outros

ou

me identifico com a vontade alheia?

 

qual caminho que quero e o que eu escolhi?

há tempos atrás eu afirmei tudo o que eu quero e percebo como perdi grande parte de uma ambição doentia que carregava.

quando a vontade é acompanhada do sofrer pejorativo, é porque obviamente está tudo desviado.

/já falei uma vez sobre o sofrer e a relação disso com o sucesso num geral. se te interessa saber : https://lumanzin.com/2019/01/04/de-onde-vem-a-inveja-do-sucesso-do-outro/

antes presa num eterno “poderia ser melhor, poderia ser mais bonito, poderia ser diferente, poderia ser igual àquela versão daquela pessoa, poderia não ter pés tortos” e por aí vai, agora me vejo num ritmo completamente desacelerado.

parte dessa nova percepção se deve à uma longa saída da minha cidade:

_que por ter gente demais te passa a impressão de que se seus processos não forem mais rápidos do que a energia da cidade em si, você está perdendo. se vê o outro acabando antes de você (mesmo que isso signifique que começou antes e que obviamente cada um tem seu tempo), você está atrasado. está ficando pra trás, está perdendo o timing, as oportunidades (que inclusive se repetem anualmente sem falta)

parte à encerramentos de ciclos acadêmicos-básicos-quase-obrigatórios, parte dependeu do amadurecimento natural…

ontem conversando com um qualquer falei de novo sobre a outrA e tudo que ela significou por muito tempo e como a presença dela era forte e de certa maneira me faz falta.

mas também pensando sobre ela, parece que essa outrA agora sou eu mesma que de certa maneira tomei posse de novo do meu corpo e da minha consciência, e que aquela que antes eu considerava Eu, na verdade é a real intrusa.

parece confuso porque as palavras não transmitem totalmente os sentimentos e intenções, mas não tenho palavras melhores pra usar já que elas são as únicas que significam exatamente o que quero dizer.

 

voltando pro motivo inicial desse impulso escrito, percebo como a vida real e a vida virtual (especificamente no instagram) são coisas completamente diferentes e viver a vida real é um tanto mais agradável. afinal, de lá não sai muita coisa. e é de lá que nascem todas essas perguntas. será que eu me intoxico com o sonho dos outros? já que tais sonhos são constantemente reafirmados e, conhecendo ou não a pessoa na vida real, dá pra saber certinho quais são suas vontades e impulsos.

será que eu deixo claro quais são meus sonhos e impulsos através da rede? será que deixo claro fora dela?

os outros sempre tem uma perspectiva sobre nós que nós mesmos nunca teremos.

só esse ano eu aceitei pra mim mesma que gosto muito de carinho, abraço, toques num geral, antes me achava muito fria. quando verbalizei minha amiga mais antiga mais próxima me disse: você sempre gostou de mexer no cabelo dos outros.

 

será que então a rede social serve como uma extensão desse tipo de relação? só que mesmo a pessoa sabendo reconhecer alguns traços seus, ela não tem intimidade alguma.

 

anteontem tive vontade de excluir tudo, mas lembrei também que dependo disso de certa forma. aí pensei em des-seguir todos, mas aí lembrei que isso não muda nada, porque se eu quero me livrar de um hábito é parando de fazer que se resolve e não fingindo que não existe. afinal, basta uma simples busca de um simples nome que você já realimenta aquele vicio, mesmo que só duas vezes por semana.

é que nem fumar : quer parar? para. não compra chiclete de nicotina. não adianta fumar tabaco.

existem lugares que eu sei que quero chegar porque tenho referências que estão ali, mas agora penso bem mais. já chorei muito fingindo ser emoção quando no fundo era pura confusão/inveja (sou humana, temos que admitir)/ódio por ver outra pessoa no lugar dela e achando que eu estava fadada ao fracasso porque eu não tinha chegado lá. sendo que lá nunca me atraiu de verdade.

“more num lugar que só chega de barco”

Essa frase fica na minha cabeça.

SALDO 2K17 LUMANZIKA

SALDO DE 2K17
LUMANZIKA
_26tatuagens_

muita música graças à mãe jah
_2 shows sozinha em Curitiba – PR

_+- 30 shows com LUZIA entre eles festivais, abertura pra bandas muito massa, o primeiro show fora da cidade de Sp : Assis, e muita conquista /vale contar que a banda tem 1 ano e 2 meses/

_O início com meus amados Amanajé Sound System, vários shows e lançamento do CD “Nossa Missão É Outra”, no qual faço os back vocals.
/inclusive agradecer sempre. o que aprendi com eles n ta postado/

_Agendei shows aqui em sp para : Musa Híbrida, My Magical Glowing LensDoberrot e outros contatinhos.

_Produzi show do goldenloki + Applegate

_Várias entrevistas, principalmente sobre violência contra a mulher e meu projeto “ABUSOS”.

_Minha música “Ah, Meu Deus” /só tem no youtube/ foi usada como sample da musica “Mantra” da Palamarhttps://www.youtube.com/watch?v=6Uiy_lNpiMs isso é lindo

_Conheci pessoas que… puts. me inspiraram.
__incluindo As Mina Tudo

M E F O R M E I

_E meu tcc /que foi chamado de manifesto pela banca/ já foi usado em _d_o_i_s trabalhos acadêmicos.

_Expus obras de glitch na revista utsanga.it

_Dei um workshop de glitch art para os alunos de Multimeios na PUC-SP /chyke/

_Fiz glitch pra geral também

Peguei varios mics por aí. Fui convidada pra cantar, convidei também. Me abri pra essa vida que eu quero desde sempre.

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e no saldo pessoal esse ano eu entendi
:
não vem nada que a gente não aguenta. então calma.

achei uma zona de equilibrio em mim. jaja ela não cabe mais, mas por enquanto to de pé

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fumei mt haxixe

cresce em câncer | e a dor…

exposição como processo de cura. a lua que não via há tempos e na lua passada mil coisas…

das velas
_das pedras
__do isolamento
___dos processos que se repetem

vidamortemortevida
todos os vivos mortos
e tudo que tá morto vive

no fim das contas nada está e nem se ausenta.

eu disse ano passado em uma situação repetida:
“percebe o tanto de água no céu?”
, mas dessa vez com uma correnteza estranha no meio do rio. puxando para o outro lado, ao mesmo tempo que empurra pra frente.
não da pra entender pra qual direção ir e boiar sempre me parece um tanto perigoso…
1_ porque tenho medo de água
2_ porque não existe o controle e nem a firmeza de onde pisar
3_ não se respira embaixo da água e por boiar estamos sempre no risco de nos afogar. o que nos leva mais uma vez ao item 2 e 1
4_ me lembro constantemente de um sonho que tive onde minha família estava numa piscina e minha mãe me perguntou:

você tem medo da água ou das profundezas?

e hoje já não sei mais.

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o mundo é místico e não vê quem não é sensível. sensibilidade é algo que se constrói ou /dependendo do quanto você é cético ou acredita em esquizofrenias diversas/ se inventa.

tudo é perspectiva, afinal.

e mais uma observação que não é necessariamente pra quem lê, mas sim pra quem escreve:

a cada período de tempo variável me sinto voltar quilometros atrás, uns meses atrás, nesta mesma versão do ser. que inclusive se firmou nessa latitude, nessa longitude e que sinto falta de maneira inexplicável.

céticos : tenho dó. pois não permite as viagens da alma. por permitir que minha alma viaje, posso estar no meio do caos e insatisfações, no meio da tristeza que me apanhou ontem e não parece querer largar, posso estar completamente em outro lugar, mas por uns milésimos de tempo eu volto onde tudo parecia mais… real.
e quando minha alma retorna, o baque é físico. a extensão e cansaço da viagem longa batem na hora. os sentimentos /que foram milhares/ vividos se acumulam e parece que em um segundo eu ri e chorei tudo de novo.

_inclusive o baque físico da viagem do pensamento reflete bem mercúrio em virgem. domiciliado_

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feliz lua que cresce em câncer e com ela tudo que cresce junto.

de onde vem a inveja do sucesso do outro

a força e a coragem são invejáveis por qualquer um que tenha sonhos ou vontades.
o problema é a falta de sensibilidade em entender que mesmo aquilo que nos movimenta está acompanhado daquilo que nos para.

/perceba : parar não é necessariamente negativo, mas sim oportunidade de revisão.

não existe qualidade sem sofrimento

/perceba: sofrimento também não é necessariamente negativo,
mas as vezes é.

não existe ‘o chegar’ sem sofrer, o sofrer sem parar, o parar sem antes ter se movimentado e o movimento sem sofrimento. a troca de ambientes, a troca de qualquer coisa que seja por qualquer outra coisa que seja _mesmo que tais coisas nem sejam de um mesmo assunto e/ou categorias_ é sempre sofrida.

sofro por que sinto
sinto por que vivo
vivo por que me movimento

a movimentação em si requer coragem e força.

então seguindo tal raciocínio :
a inveja não mora no movimento do outro e sim na capacidade do outro de sofrer.

_@

apesar de ter avançado muito no aprendizado do tempo e tudo que o cerca, ainda me incomoda momentos especificos onde queria apagar um pouco, ja que esse tempo seria apenas de contemplação.
contemplar a existência e não ter finalidade alguma por algumas horas, por exemplo. em alguns casos não ter finalidade por dias.

o tempo cura tudo e ensina tudo, mas ao mesmo tempo se não foi gasto tempo em investimentos de técnica _ou ate mesmo descanso_ de nada vale o mesmo.
me pego aflita por não saber pra onde ir num processo prático.
a resposta obvia que me dariam aqueles que me conhecem melhor : da um tempo.

‘mas quanto tempo mais?’

e adianta dar um tempo ou chegou a hora de reafirmar mais uma vez que : sozinha não dá.

‘e todas aquelas promessas?’

respondo logo depois de me perguntar que há tempos eu aprendi a ouvir, aceitar ajuda, mas também não contar com ela em totalidade. não por falta de confiança ou qualquer coisa do gênero, mas porque sei bem que uma existência já é complexa o bastante e Prioridade _que não existe plural_ dificilmente é a mesma pra duas pessoas ao mesmo tempo.

mudando de assunto um pouco: me incomoda o quão rasa é a capacidade das pessoas de separar ou abstrair aquilo que elas recebem.
só porque carrega minha cara e meu nome não significa que se trate totalmente de mim.
ou só porque um pré-conceito ou um achar-que-sabe como é colocado meu discurso _graças às rasas e rapidas ocasiões que nos encontramos_, concluem que algo por aqui anda mal. que eu ando mal.

como anda você?

confundir observações com lamentações é totalmente Romântico /no sentido do Romantismo mesmo/.
confundir o observar da vida e da existência _que pode ser completamente melancólico sim_ com a eterna depressão.

ta tudo sempre bem. ta tudo sempre dando certo. as coisas só não seguem GRAÇASADEUS a linearidade que propomos pra nós mesmos.

mas ao mesmo tempo entendo a preocupação, eu faço a mesma coisa, mas é bom colocar contrapartidas e outros ângulos da mesma coisa.
somos cheios deles e nunca /espero/ me contentarei com um só. ou com 13, que seja.

me separo muito de mim e acho estranho quem não faz isso. lembro que Sou quem Sou quando me chamam pelo nome que me deram ou quando fico de frente com um vidro que reflete algo que copia todos os meus movimentos.
todos.
só não emite meus sons, mas pra isso tenho outros metodos mais eficazes e que permitem, inclusive, a multiplicação da minha existência por completo.

privilegiados somos quem pode ser mil facetas e expressa-las. e isso depende de muitas coisas. não só dinheiro e/ou cor e/ou gênero e/ou residência. também tudo isso, mas não só.

_

quer saber um segredo? talvez o mais importante : eu nunca releio nem mesmo meia frase.
isso me faria repensar em coisas que ja foram e serão repensadas mil vezes e estragaria o registro dessa vez.
e cada uma é unica e o que mais acho interessante /acima de t u d o/ são os processos que levam às mudanças de personalidade/opinião/etc…

a maneira mais fácil é a auto-observação. a segunda é observando o outro.
por isso também quero ser mãe.