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apesar de ter avançado muito no aprendizado do tempo e tudo que o cerca, ainda me incomoda momentos especificos onde queria apagar um pouco, ja que esse tempo seria apenas de contemplação.
contemplar a existência e não ter finalidade alguma por algumas horas, por exemplo. em alguns casos não ter finalidade por dias.

o tempo cura tudo e ensina tudo, mas ao mesmo tempo se não foi gasto tempo em investimentos de técnica _ou ate mesmo descanso_ de nada vale o mesmo.
me pego aflita por não saber pra onde ir num processo prático.
a resposta obvia que me dariam aqueles que me conhecem melhor : da um tempo.

‘mas quanto tempo mais?’

e adianta dar um tempo ou chegou a hora de reafirmar mais uma vez que : sozinha não dá.

‘e todas aquelas promessas?’

respondo logo depois de me perguntar que há tempos eu aprendi a ouvir, aceitar ajuda, mas também não contar com ela em totalidade. não por falta de confiança ou qualquer coisa do gênero, mas porque sei bem que uma existência já é complexa o bastante e Prioridade _que não existe plural_ dificilmente é a mesma pra duas pessoas ao mesmo tempo.

mudando de assunto um pouco: me incomoda o quão rasa é a capacidade das pessoas de separar ou abstrair aquilo que elas recebem.
só porque carrega minha cara e meu nome não significa que se trate totalmente de mim.
ou só porque um pré-conceito ou um achar-que-sabe como é colocado meu discurso _graças às rasas e rapidas ocasiões que nos encontramos_, concluem que algo por aqui anda mal. que eu ando mal.

como anda você?

confundir observações com lamentações é totalmente Romântico /no sentido do Romantismo mesmo/.
confundir o observar da vida e da existência _que pode ser completamente melancólico sim_ com a eterna depressão.

ta tudo sempre bem. ta tudo sempre dando certo. as coisas só não seguem GRAÇASADEUS a linearidade que propomos pra nós mesmos.

mas ao mesmo tempo entendo a preocupação, eu faço a mesma coisa, mas é bom colocar contrapartidas e outros ângulos da mesma coisa.
somos cheios deles e nunca /espero/ me contentarei com um só. ou com 13, que seja.

me separo muito de mim e acho estranho quem não faz isso. lembro que Sou quem Sou quando me chamam pelo nome que me deram ou quando fico de frente com um vidro que reflete algo que copia todos os meus movimentos.
todos.
só não emite meus sons, mas pra isso tenho outros metodos mais eficazes e que permitem, inclusive, a multiplicação da minha existência por completo.

privilegiados somos quem pode ser mil facetas e expressa-las. e isso depende de muitas coisas. não só dinheiro e/ou cor e/ou gênero e/ou residência. também tudo isso, mas não só.

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quer saber um segredo? talvez o mais importante : eu nunca releio nem mesmo meia frase.
isso me faria repensar em coisas que ja foram e serão repensadas mil vezes e estragaria o registro dessa vez.
e cada uma é unica e o que mais acho interessante /acima de t u d o/ são os processos que levam às mudanças de personalidade/opinião/etc…

a maneira mais fácil é a auto-observação. a segunda é observando o outro.
por isso também quero ser mãe.

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